Diniz responde a vaias de torcedores do Vasco: “Estou aqui para sustentar isso”
A derrota por 1 a 0 para o Bahia, nesta quarta-feira, em São Januário, foi o estopim para a paciência da torcida vascaína chegar ao fim com Philippe Coutinho. Pela primeira vez desde o retorno ao clube, o camisa 10 ouviu vaias, ao ser substituído de campo já na etapa final, e foi um dos alvos de protesto da arquibancada.
No início da partida, o jogador teve a chance mais clara do Vasco, quando o jogo ainda estava empatado. Logo aos quatro minutos, Coutinho aproveitou sobra dentro da área, depois lançamento de Andrés Gómez, mas chutou muito mal e finalizou em cima da defesa, mesmo em boas condições para o arremate.
O meia acumulou mais erros do que o costume nesta quarta-feira e parecia em um ritmo físico abaixo do que a partida exigia. Coutinho terminou o duelo contra o Bahia com quatro finalizações — uma defendida pelo goleiro Ronaldo, em cobrança de falta no primeiro tempo.
Assim como o restante do time, o camisa 10 também foi mais discreto na segunda etapa e teve poucas oportunidades claras para finalização. A cobrança mais forte veio no momento da substituição por Johan Rojas, já aos 37 minutos da etapa final.
A troca foi acompanhada por alguns aplausos tímidos e vaias de parte da torcida presente em São Januário, que já havia protestado contra Lucas Piton, durante outra substituição, e contra o próprio Fernando Diniz. Na entrevista coletiva, o técnico saiu em defesa do meia e assumiu o peso do resultado.
— O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor está no direito de vaiar, de xingar — afirmou o treinador.
Diniz sai em defesa do camisa 10
Diniz também reconheceu a frustração pelo resultado e disse entender a reação da torcida, direcionando a responsabilidade para si. O treinador foi hostilizado na saída de campo com copos sendo arremessados na direção do campo.
Vasco 0 x 1 Bahia | Melhores momentos | 3ª rodada | Brasileirão 2026
No entanto, esta não é a primeira vez que o técnico vascaíno é alvo de protestos. O mesmo aconteceu no empate com o Madureira, quando foi chamado de “burro”, e também diante da Chapecoense, quando foi xingado.
— Sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado e ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A gente produziu para ganhar. Tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso — afirmou Diniz.
Vasco quer renovação
Apesar do momento conturbado, Coutinho apresenta números positivos em 2026. São quatro participações em gols — três gols e uma assistência — nos seis primeiros jogos da temporada. No clássico contra o Botafogo, último compromisso do Vasco antes do confronto contra o Bahia, Coutinho havia participado dos dois gols da vitória por 2 a 0, pelo Campeonato Carioca. Em votação realizada pelo ge, o meia foi considerado um dos melhores da partida na avaliação feita pelos internautas.
Coutinho é peça central no planejamento da comissão técnica do Vasco para a temporada. Ele é visto como a referência técnica do time de Fernando Diniz. O clube tem total confiança no camisa 10 da equipe, que também se tornou o capitão do time desde o fim do ano passado.
A diretoria, inclusive, já iniciou as conversas para renovar o contrato de Coutinho. O camisa 10 tem vínculo somente até junho deste ano. O meia tem tratativas em andamento com o departamento de futebol do clube para ampliar o vínculo, pelo menos, até o fim do ano.
Com a derrota, o Vasco entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão, com apenas um ponto conquistado nas três primeiras partidas. O próximo compromisso será diante do Volta Redonda, no sábado, pelas quartas de final do Campeonato Carioca, em São Januário. No Brasileiro, o próximo jogo será na próxima quinta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro.
Fonte: ge