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Com 9 em campo, Palmeiras elimina Cerro Porteño e avança às quartas da Liberta

O Palmeiras recebeu a equipe do Cerro Porteño-PAR na noite desta quinta-feira, no Allianz Parque, em São Paulo (SP) pelo jogo de volta das oitavas de final. Após ter vencido por 2 a 0 o jogo de ida, o Alviverde avançou às quartas de final da Conmebol Libertadores mesmo perdendo por 1 a 0, com gol sofrido no segundo tempo. O próximo adversário do Alviverde no Continental será o Colo-Colo, do Chile, que passou pelo Corinthians na última quarta-feira (29).
Após garantir classificação com um jogador a menos desde os três minutos do primeiro tempo – Felipe Melo, expulso –, o Verdão, apesar do revés, segue com números impressionantes na disputa desta edição do Continental: seis vitórias um empate e uma derrota, com 16 gols marcados apenas quatro tentos sofridos.
Além da classificação, alguns jogadores, individualmente, tiveram a oportunidade de ampliar suas próprias marcas, como – por exemplo – Dudu. O dono da camisa 7 palmeirense é o atleta com maior número de partidas no Allianz Parque (90), com mais vitórias na arena (64 triunfos), o maior artilheiro (com 24 gols) e também o maior garçom (22 assistências). Em todas as vezes em que o atacante fez gols no estádio, o Palmeiras jamais saiu de campo derrotado.
A noite também foi especial para o atacante Willian Bigode: o camisa 29 do Verdão pôde comemorar seus 100 jogos pelo Palmeiras. Contratado pelo Alviverde no início de 2017, o jogador marcou 31 gols. Neste ano, o atacante entrou em campo 47 vezes – com isso, é o atleta do elenco palestrino com mais jogos na temporada – e balançou as redes 14 vezes, sendo vice-artilheiro do time no ano, atrás apenas de Borja, com 17.
Além disso, a partida desta quinta-feira (30) fez com que Borja mantivesse a sina de ter atuado em todas as partidas da Libertadores 2018: são oito jogos disputados de oito possíveis, com oito gols marcados; ou seja, possui a incrível média de uma bola na rede por partida no Continental – número que faz do colombiano o vice-artilheiro do torneio, atrás apenas de Wilson Morelo, com nove (vale lembrar, entretanto, que o time de Morelo, o Independiente Santa Fé-COL, foi eliminado na primeira fase).
E não foram só jogadores que, individualmente, alcançaram marcas expressivas. Nesta noite, o técnico Luiz Felipe Scolari voltou a comandar uma partida válida pela Libertadores no Palestra Italia / Allianz Parque. Ao longo de suas três passagens pelo clube, o treinador orientou o time verde e branco 11 vezes no local e nunca foi derrotado – foram oito vitórias, dois empates e uma derrota. Curiosamente, o primeiro triunfo foi justamente diante do Cerro Porteño-PAR, em 1999, por 2 a 1. Foi o segundo jogo de Felipão no estádio – o primeiro havia sido contra o Olímpia-PAR e terminou empatado em 1 a 1.
Felipão, aliás, é o treinador que por mais vezes comandou o clube no torneio continental (30 vezes), que mais venceu (15 triunfos) e que dirigiu o Alviverde em sua única conquista da competição: em 1999, diante do Deportivo Cali-COL, nos pênaltis, em duelo disputado no antigo Palestra Italia.
Assegurado nas quartas de final, o Palmeiras mira o Colo-Colo, do Chile, visando repetir 1999 e conquistar o segundo título da Libertadores em sua história. Experiência não falta, pois, cinco atletas do atual elenco alviverde já foram campeões do mais importante torneio das Américas. São eles: Edu Dracena, pelo Santos, Marcos Rocha, pelo Atlético Mineiro, Willian, pelo Corinthians, e Miguel Borja e Alejandro Guerra, ambos pelo Atlético Nacional-COL. Além disso, o técnico Luiz Felipe Scolari conquistou o título em 1999, pelo Palmeiras, e em 1995, pelo Grêmio.
Tradição na Liberta
O Palmeiras é o time brasileiro com mais edições disputadas da Libertadores. Neste ano, o clube alviverde chegou a 18 edições participadas no torneio continental, ao lado de Grêmio e São Paulo. São, ao todo, 170 jogos pela Libertadores, com 89 vitórias, 32 empates e 49 derrotas (303 gols marcados e 193 sofridos).
E não é só isso! O Verdão carrega ainda a fama histórica de ter sido o primeiro brasileiro a ter disputado uma final de Libertadores. Foi em 1961, quando enfrentou o Peñarol na grande decisão e ficou com o vice-campeonato. O Alviverde ainda chegou à final em 1968 e 2000, além de 1999, quando foi campeão.
O Maior Campeão do Brasil também é o clube brasileiro com mais gols na história da Conmebol Libertadores. Ao longo das 18 edições disputadas (já contando 2018), o time alviverde marcou 303 vezes. Com isso, a equipe palestrina ocupa a décima colocação do ranking geral de clubes, considerando times estrangeiros, neste quesito. O líder é o River Plate, com 541 bolas na rede.
A tradição do Palmeiras da Libertadores não acaba por aí. Ao longo de sua trajetória na competição, o Alviverde, campeão da Libertadores em 1999, já contou com quatro artilheiros no mais importante torneio das Américas: Tupãzinho (1968, com 11 gols), Lopes (em 2001, com nove gols), Marcinho e Washington (ambos em 2006, com cinco gols cada um).
Agenda
O Palmeiras volta a campo no próximo domingo (02), às 19h (de Brasília), na Arena Condá, em Chapecó (SC), para encarar a Chapecoense, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em seguida, o time de Felipão recebe o Atlético-PR em sua casa, no Allianz Parque, na próxima quarta-feira (05), pela 23ª rodada do Nacional.
O jogo
O clima era otimista no Allianz Parque após a vantagem imposta pelo Verdão no jogo de ida, com a vitória por 2 a 0. No entanto, a partida ganhou uma conotação mais tensa após a expulsão de Felipe Melo aos três minutos de bola rolando.
Apesar do susto, a torcida palmeirense não parou de incentivar, e continuou empurrando o time durante quase todos os 90 minutos. A melhor chance do Verdão no primeiro tempo, mesmo com um a menos, veio com Willian, que recebeu de Borja, acionado em disparada. O camisa 29 mostrou pontaria e, por muito pouco, não abriu a contagem na arena palmeirense.
Nem parecia que o Verdão estava jogando com um a menos. Durante quase toda a primeira etapa, o time de Felipão soube se fechar bem e aproveitar as jogadas de contra-ataque para criar as melhores chances. Apenas aos 34 minutos sofreu um susto, no chute de Óscar Ruiz, atacante do time paraguaio.
Para a segunda etapa, o Verdão voltou dos vestiários sem alteração no time. No início da etapa derradeira, um susto: em bola dividida com Borja, Rodrigo Rojas, camisa 8 do Cerro Porteño-PAR, se machucou e precisou ser removido do estádio de ambulância. Em seu lugar, entrou Novick, camisa 4.
Aos 11 minutos do segundo tempo, o gol do Cerro Porteño-PAR incendiou a partida. Se a equipe visitante fizesse mais um gol, a classificação seria decidida nas penalidades. O autor do tento paraguaio foi Arzamendia, que bateu na bola com efeito, como um cruzamento, enganando Weverton. (Palmeiras 0x1 Cerro Porteño-PAR)
Poucos minutos após o tento sofrido, o técnico Felipão resolveu mexer no time pela primeira vez: aos 16 minutos, Thiago Santos entrou no lugar de Borja, fazendo com que o time adquirisse maior consistência defensiva.
Mesmo com o clima favorável ao Cerro Porteño-PAR àquela altura, o time do Palmeiras não se deixou abalar continuou criando chances – uma delas, com Willian, aos 22 minutos – o camisa 29 completou 100 jogos pelo clube na noite desta quinta-feira (30).
As outras alterações vieram aos 30 e aos 35 minutos do segundo tempo. Entraram, respectivamente, Deyverson no lugar de Willian e Jean no lugar de Moisés. A reta final da partia também foi marcada por boas defesas de Weverton.
Já nos descontos, houve ainda um princípio de confusão envolvendo Deyverson e Marcos Cáceres – ambos foram expulsos. Portanto, o Alviverde ficou com nove jogadores em campo. Outros jogadores entraram no meio da discussão e quase houve tumulto. Devido ao período de paralização por conta das manifestações dos dois times, a arbitragem concedeu mais três minutos de acréscimo. Mesmo assim, o tempo não foi suficiente para tirar a classificação do Verdão, apesar do revés pelo placar mínimo.

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