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Apostas: uma fonte de renda?

As apostas esportivas estão crescendo no Brasil. Várias empresas estão conquistando um número crescente de usuários, e não tem mais como ignorar o problema, pois já não é só anúncios em sites na internet; os sites de apostas agora patrocinam equipes de futebol. Será que você já se cadastrou e experimentou tentar ganhar alguns reais dessa forma, ou pelo menos dar um pouco mais de emoção em seu domingo esportivo?
Muitos dirão que as apostas esportivas são proibidas e assim devem continuar, pois é uma forma de jogo de azar que nem os jogos de cassino que continuam proibidos no Brasil. Contudo, alguns caras desafiam a lógica – melhor ainda, usam a lógica para desafiar e vencer o senso comum. Apostar esportivamente não é o mesmo que jogar no Unibet ou outra plataforma de cassino online.
Thiago Pessoa e Paulo Rebelo
Dois exemplos famosos de apostadores profissionais são o brasileiro Thiago Pessoa e o português Paulo Rebelo. Ambos não se escondem, antes falam à mídia de seu percurso e do que fazem para conseguirem ser profissionais das apostas, isto é, conseguirem ganhar mais dinheiro do que investem para conseguirem tirar um salário disso.
Ambos referem que os conhecimentos de matemática e estatística são super importantes; além disso, é preciso ter o máximo de informação possível sobre os esportistas, o histórico dos eventos, a história recente em torno do time, do clube e seus responsáveis, etc. E é preciso manter a cabeça fria, claro.
Não é para todos
Claro que esse negócio de virar profissional de apostas esportivas nunca será para todos. Ser profissional seja do que for nunca é questão de sorte, mas sim de muito trabalho. Muito talento, sim, pois para determinar quem será o vencedor de cem jogos de futebol não basta ter a sorte que se pode ter para adivinhar um jogo apenas. Mas em cima do talento tem que ter trabalho e evolução contínua.
E não é só na parte estatística e matemática. O apostador profissional não pode deixar de ver a perspectiva completa, não pode ficar cego com seu sucesso e julgar que descobriu uma mágica. Claro que isso nunca acontece, pois ele partiu do mais racional que tem aí que é a matemática. Ainda assim, ele deve controlar suas emoções e partir sempre, o mais possível, dos números. Se isso falhar, logo os números dirão como ele estava errado.
É um fato simples de aceitar que, entre milhões de potenciais apostadores no Brasil e bilhões no mundo, não tem como serem todos profissionais. A questão não está no fato de as casas de apostas não suportarem que todos seus clientes fossem vencedores – mas sim que é impossível que todos virem profissionais.
Como Thiago Pessoa pode fazer isso?
Estamos em uma época em que todo o mundo questiona porque a mídianão faz as perguntas que realmente interessam, ou pelo menos que os leitores estão pensando. Não queremos sofrer desse problema, logo vamos direto ao ponto. Uma vez que apostar esportivamente é proibido no Brasil, como é que Thiago Pessoa pode viver desse tipo de “trabalho”?
Será caso de corrupção, como em outras situações da vida brasileira? Será que as autoridades estão ignorando um crime quando deveriam atuar? Como pode Thiago Pessoa ser profissional de uma atividade proibida?
Nada disso. A resposta é bem mais simples, e talvez você tenha uma ideia, pois isso vem sendo debatido por alguma mídia – aquela mais independente e que apresenta os fatos tal como são.
A lei proíbe apostar a dinheiro em bancas baseadas no Brasil, e proíbe também operar negócios desse tipo. Mas não fala nada sobre apostas no estrangeiro. Se o cidadão quiser registrar sua aposta no exterior, é problema seu – como seria se pegasse um jatinho até Las Vegas para jogar em um cassino de lá.
Acontece precisamente que as grandes marcas de sites de apostas esportivas operando no Brasil são internacionais. Sequer se trata de uma grande conspiração ou operação coberta – nem seria preciso mencionar isso, uma vez que os “criminosos” patrocinam cada vez mais equipes de futebol tupiniquins, e até competições. Os próprios sites não trabalham exclusivamente para o Brasil, mas sim para um mercado mundial, integrado e fortemente globalizado.
Estariam chegando mudanças na lei?
Nos últimos anos, está sendo criado no Brasil um ambiente favorável a mudanças profundas na relação da sociedade com os jogos de azar. Até os políticos da área mais conservadoras, como Jair Bolsonaro, se manifestam disponíveis para aceitar sua liberação. Será possível que as apostas esportivas deixem de ser apenas fonte de renda para alguns apostadores profissionais e passem também a ser para a Fazenda?
O fato é que as empresas internacionais atuando no Brasil não estão pagando imposto e nem sequer têm de enfrentar a competição dos grandes sites de apostas esportivas brasileiros – pois eles não existem, por ser proibido por lei! Será que isso faz sentido?

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