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A passagem de Nenê no futebol francês

Com 38 anos, o meio-campista Nenê possui uma trajetória especial no mundo do futebol, dentro e fora do Brasil. Assim como a BetGold vem ganhando cada vez mais espaço no futebol brasileiro. Se caracterizando como um dos jogadores mais importantes no início da temporada do ano de 2020 ao vestir a camisa do Fluminense, seu 14º clube profissional de uma carreira que foi iniciada em 1999 pelo Paulista de Jundiaí, Nenê se destacou por ser um meia de habilidade para decidir partidas com cruzamentos precisos, dribles e na cobrança de bolas paradas.
 
Em sua infância, Nenê aprendeu o significado do sacrifício para se tornar um jogador profissional no futsal do Floresta de Jundiaí. Por insistência da família, sempre se dedicou ao esporte e foi na época que ganhou o apelido que carrega na parte de trás das costas até hoje. « Antes eu era muito magro, muito fino. Nunca fui um jogador atlético e todos os meus amigos eram maiores. Eles diziam : « Você chora demais, parece um bebê ». Isso me deixava nervoso na época, mas pouco a pouco fui gostando do apelido e guardei ele quando comecei nos profissonais. Ninguém tinha esse apelido e achei que seria diferente », declarou Alexandre para explicar a origem do seu nome no mundo do futebol.
 
Depois de seguir carreira dentro das quadras, período que o mesmo considera como essencial por conta do espaço, ritmo e dos desafios que o futsal possui, Nenê se tornou profissional com a camisa do Paulista. Após vestir a camisa da equipe de Jundiaí, o meia também jogou por Palmeiras e Santos antes de ir para o Mallorca. « Cheguei lá com 21, 22 anos. Acho que deixei o país muito jovem. Se fosse para decidir de novo, teria ficado um ou dois anos a mais no Santos. A partir daí, a gente nunca sabe o que acontece... Mesmo se adaptação foi boa, era melhor ter continuado no Brasil. De qualquer forma, foi um sonho para mim chegar na Europa e disputar a Copa da UEFA e jogar com jogadores como Samuel Eto’o ».
 
Em relação à preferência, Nenê foi claro: o Campeonato Espanhol era o seu preferido por corresponder ao seu estilo de jogo. Se alguns times da França optam por um estilo mais físico, a Espanha possui equipes que tentam jogar com a bola no pé e o mesmo destacou que o seu primeiro ano em terras francesas, após passar por Mallorca, Alavés e Celta de Vigo, foi um ano particularmente complicado em sua carreira. « O início foi difícil por conta da língua, eu não falava francês. E o Monaco não jogava como Paris, Lyon, Marseille ou Lille. Era um jogo mais físico e diferente. Você corria muito sem ter a bola e eu não gosto muito disso ». Por conta das diferenças futebolísticas, Nenê voltou para a Espanha e jogou com a camisa do Espanyol de Barcelona durante uma temporada.
 
Com o Espanyol incapaz de comprar o jogador em defintivo e considerando o pedido de Guy Lacombe, treinador que sucedeu Ricardo Gomes, Nenê ficou no Monaco. « Preciso de você. Comigo, você jogará o tempo todo e vamos mudar de característica ». Com Lacombe dizendo exatamente o que o brasileiro precisava ouvir, o sucesso foi inevitável. Após marcar 14 gols em 34 jogos da Ligue 1, o meia brilhou no Principado e assim desembarcou no Paris Saint-Germain no meio de 2010. « A equipe do Paris não estava muito bem quando cheguei. Gostava bastante de ter essa responsabilidade de ajudar a equipe a ambicionar algo maior. Todo o clube também me ajudou, seja com a comissão ou os jogadores. Acho que foram os melhores anos da minha carreira ». De fato, Nenê foi membro da seleção do campeonato, em 2011 e 2012 e foi eleito o estrangeiro do ano de 2010 pela France Football.
 
Entretanto, o auge de Nenê coincidiu com um fato chave na história do Paris Saint-Germain: a chegada do Catar no comando do clube. Em maio de 2011, um fundo de investimentos do país adquiriu o PSG e iniciou uma revolução no futebol da equipe, que hoje é representada pelas contratações de Neymar e Kylian Mbappé. Na época, a chegada de Carlo Ancelotti, Zlatan Ibrahimovic e outros jogadores como Lucas e Ezequiel Lavezzi, afetou a hierarquia do jogador dentro da equipe e o fim de sua grande passagem, que acabou com a conquista da Ligue 1 de 2012/2013, foi decretado. Em janeiro de 2013, Nenê assinou contrato com Al-Gharafa e se despediu do Parc des Princes numa partida contra o Toulouse.
 
« Gosto muito da cidade, do PSG e dos torcedores, que me trataram sempre com muito respeito. Pelas redes sociais recebo pessoalmente diversas mensagens dos torcedores pedindo para eu ficar. É uma decisão difícil, mas penso que é a hora de traçar um novo caminho na minha carreira. Acredito que devemos encontrar um acordo para encerar meu contrato ». Com 112 partidas disputadas, 48 gols marcados e 46 passes para gols, Nenê ainda disputou a Premier League pelo West Ham antes de retornar ao Brasil em 2015 e foi o último brasileiro a vestir a camisa 10 antes da chegada de Neymar na capital.

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